Queridos colegas e Darli,
Nos meus estudos deste fim-de-semana estou relendo Teorias da Linguagem Teorias da Aprendizagem, e deparei-me com uma citação de Guy Cellérier que havia antes passado desapercebida:
"[...] a concepção de Piaget conserva uma grande parte de livre arbítrio e de autonomia criativa; segundo os seus termos, "a criança não nasce nem boa nem má, tanto no ponto de vista intelectual como do ponto de vista moral, mas senhora do seu destino"."
CELLERIER, Guy. Alguns esclarecimentos sobre o inatismo e o construtivismo. In: PIATELLI-PALMARINI, Massimo (org). Teorias da Linguagem Teorias da aprendizagem. Lisboa: Edições 70, 1987, pg. 133.
Nosso papel de educadores é de criar um ambiente para que esta criança, "senhora do seu destino" (uau! adorei esta expressão!) possa se desenvolver da melhor forma e o mais criativamente possível.
Agora, uma pergunta: O que cada um de nós, enquanto educadores, estamos fazendo para que estas crianças sejam senhoras do seu destino e seu conhecimento? Que ações têm sido eficazes em direção à autonomia criativa de nossos alunos?
5 comentários:
Gostei muito da citação, mas acho difícil responder tua pergunta visto que é complexo generalizar e falar sobre o que todos estão fazendo para orientar a construção do conhecimento por parte das crianças. Acredito que seria mais viável responder pela parte que me cabe nesse latifúndio e mesmo assim com muitas incertezas...Um bom domingo!!
Nina,
Minha pergunta é pessoal, e não geral. Refraseando: que ações cada um de nós está tomando para que isto ocorra?
A pergunta é difícil de responder, sim, e a formulei para incitar-nos a pensar nas nossas próprias ações em sala de aula, o que temos feito que tem mostrado resultados positivos perante a construção do conhecimento dos nosso alunos.
Agora, lá vou eu de volta às minhas leituras do findi.
Beijão e um ótimo domingo!
Mudei um pouco a pergunta, acho que agora ficou mais clara... ou não?
Ela já era muito clara, apenas resolvi fazer uma provocação!!
:-))
Acredito ter feito muita coisa,sempre interagindo com o grupo, mas necessito um tempo para ver as ações mais significativas dentro do nosso contexto.
Em breve postarei...
O domingo será para cumprir "um dever cívico"!
Abraço.
Oi Helena
Tentando responder a pertinente questão sobre a criatividade, acredito na busca de uma aprendizagem significativa, isto é, onde os sujeitos sejam desafiados a buscar novas soluções frente ao problemas. No meu caso, como alfabetizadora, viso investigar a lógica da criança no seu processo de aquisição da leitura e escrita. Mas leva tempo e estudo e, cabe ao professor "mergulhar" nessa aventura. Como diz piaget é um processo sem volta.
Bjos
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